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Estudo afirma que diesel irá representar apenas 9% do mercado Europeu.

domingo, 03 de julho de 2016
Dos atuais 50%, os motores a diesel em 2030 representarão apenas 9% do mercado europeu, pelo menos de acordo com o estudo da AlixPartners. Esta descida deve-se em grande parte à pressão das cada vez mais apertadas regras de emissões poluentes que leva à crescente adoção e mecânicas elétricas. Esta mudança irá provocar uma modificação radical na pegada de motorizações nesta região.  
"A eletrificação (dos propulsores) veio para a Europa por forma a responder os limites de emissões mais apertados e o Diesla irá pagar o maior preço desse fato" - afirmou o Vice-Chairman da AlixPartners, Stefano Aversa. "Isto causará grandes desafios aos fabricantes e fornecedores, que terão que mudar a sua infraestrutura de produção de propulsores".
  Segundo o estudo mencionado, em 2022 o numero de fabricas europeias a produzir motores diesel e gasolina de 62 o ano passado para 55. Simultaneamente, o numero de fabricas a produzir motores elétricos passará de 26 para 40, no mesmo período.  
"As implicações financeira desta modificação produtiva, são significativas mas não proibitivas", disse Giacomo Mori, Diretor da AlixPartners.
  Mori afirmou que, em média, uma fabrica que produza 400 000 motores por ano custe 500 milhões de euros a construir. Uma fabrica que produza a mesma quantidade de motores elétricos custa cerca de 50 milhões a construir e requer 1 décimo do espaço de uma fábrica convencional, o que resulta em custos de produção mais baixos.

Declínio dos Diesel

  A firma de consultadoria espera que regras ambientais mais rígidas, irão tornar os motores a diesel progressivamente mais caros e por conseguinte os automóveis movidos a esse combustível também terão preços mais altos. Ou seja a vantagem de custo por km irá desvanecer e a prazo inverter-se, perdendo assim competitividade. O inverso acontecerá com os híbridos e veículos eléctricos. Além dos fatores citados existem outros motivos para o crescimento dos carros movidos a eletricidade. A crescente apreciação pelos clientes da aceleração brusca dos EV, tornará essa característica mais importante que as velocidades de ponta mais altas, que se encontram distantes e que podem nunca ser atingidas. Os EVs homologados para 500 kms de autonomia com uma carga, conseguirão fazer 300kms reais, que será o suficiente para aliviar a "ansiedade da autonomia" na maioria dos clientes.   Melhoramentos no software tornarão possíveis ganhos de autonomia durante o seu ciclo de vida, algo impossível para os fabricantes com motores convencionais.

Desafios à infraestrutura

  O custo estimado de criar uma infraestrutura adequada de recarregamento em 4 grandes cidades Europeias, Londres, Paris, Franckfurt e Milão é de 30 000 milhões de euros. A criação dessa infraestrutura é vital para o sucesso dos veículos elétricos, sendo por isso o grande desafio para as cidades europeias.   Fonte: Auto News Europe
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