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Carro elétrico faz 1000 km em 8h21m com recarga líquida de 10 cent./litro

O Quantino pode não ter o design mais vistoso mas a sua tecnologia pode revolucionar a locomoção elétrica do futuro. O sistema nano flow cell recorre a um líquido de reabastecimento que custa apenas 10 cêntimos por litro e é inofensivo para o meio-ambiente.

Este carro elétrico, feito pela empresa suíça de investigação e desenvolvimento nanoFlowcell, acaba de bater um recorde silencioso, ao percorrer a distância de mil quilómetros em apenas 8 horas e 21 minutos. Um feito impossível para qualquer outro carro elétrico conhecido.

O recorde foi batido em auto-estradas suíças, obedecendo aos limites de velocidade. “Se o tivéssemos feito numa pista fechada teria sido muito mais fácil”, afirmam os responsáveis pela nanoFlowcell. Contrariamente a outros elétricos com baterias convencionais, o Quantino viabiliza este feito porque está equipado com uma inovadora bateria do tipo nano flow-cell, cuja recarga não se faz com eletricidade, mas sim com líquidos, que demoram tanto a reabastecer como a gasolina ou o gasóleo.

O Quantino utiliza um único motor elétrico Bosch, ligado às rodas traseiras, que lhe permite acelerações de 0-100 km/h em apenas 5 segundos. A empresa espera que um eventual modelo de produção tenha dois tanques de 85 litros cada um, pesando o carro 1045 kg, cheio. O sistema elétrico do Quantino tem ainda a particularidade de funcionar a 48 Volts.

Num automóvel Quantino equipado com este sistema, os eletrólitos gastos são depois filtrados para remoção de sais através de um filtro que apenas precisa ser mudado a cada 10 mil quilómetros. A água que sobra é vaporizada e devolvida à atmosfera. A marca garante que nenhum resíduo poluente resulta deste processo e salienta, ainda, que todos os materiais utilizados no nanoFlowcell e os seus eletrólitos são ambientalmente compatíveis e sustentáveis, tanto na aquisição como na reciclagem.

A NanoFlowcell tem vindo a realizar todos estes testes em conjunto com uma marca de automóveis asiática, interessada na produção do modelo. Não há, no entanto, qualquer referência a nomes, suspeitando-se da Honda ou da Toyota.

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